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Jornal da Praia - Estamos praticamente a 15 dias do arranque de mais uma edição das Festas da Praia (FDP). Como estão a decorrer os preparativos e o porquê do tema “Do Mundo Antigo, as 7 Maravilhas”?
Vasco Lima - Os dois anos de interregno das Festas da Praia trouxeram à edição deste ano um contexto de incerteza, a diversos níveis (ex. as restrições decorrentes da situação pandémica; a reestruturação das equipas decorrente do novo projeto camarário; os casos recorrentes de COVID sobre os nossos colaboradores; o espetro de que os figurantes poderão vir a ter a doença na altura das festas, etc.) e que acabaram por atrasar um pouco o projeto em si. Realço que só no final do primeiro trimestre é que tivermos um vislumbre de certeza de que as festas se haveriam de realizar, quando, noutros anos, por essa altura, já se trabalhava em velocidade de cruzeiro nas festas.
A ideia do tema é bastante pessoal – já que se trata de uma área de que muito gosto – e procurar promover uma abertura das festas da Praia à história do resto do mundo, nesse caso, do Mundo Antigo. Numa lógica de globalização e de aproximação de povos, culturas e até de tempos históricos distantes. Além disso, o tema é, por si só, algo que remete para o grandioso, o mágico e o místico, ingredientes que me parecem encaixar na perfeição dentro daquilo que é a lógica de um cortejo de abertura. Acho que é isso que as pessoas procuram ver quando, naquele dia, saem de casa para ir à Praia assistir ao cortejo de abertura.
Jornal da Praia – Um dos grandes pontos de destaque das Festas da Praia são os seus cortejos, nomeadamente o de abertura, o das crianças e o etnográfico, que levam a cidade da Praia da Vitória considerável público. Também importante são os concertos musicais… O que é que o público vai ver este ano e o que está programado?
Vasco Lima - De uma forma estilizada, o cortejo de abertura, ainda que bastante contemporâneo na sua conceção e apresentação, apresenta-nos uma “viagem ao passado”, mais concretamente a várias civilizações da antiguidade, dando-nos uma imagem bastante verosímil daquelas que foram consideradas as sete maravilhas do mundo antigo, ou seja: a Grande Pirâmide de Gizé; o Mausoléu de Halicarnasso; o Templo de Artemis; o Farol de Alexandria; o Colosso de Rodes; os Jardins Suspensos da Babilónia e a Estátua de Zeus.
O cortejo será constituído por quatro carros alegóricos, sendo três deles espelhados, ou seja, aludindo a duas maravilhas em simultâneo e um quarto, e último carro, dedicado exclusivamente a uma só maravilha. No total estarão em cena cerca de cem figurantes.
Já o cortejo infantil, englobará vários temas, materializados num total de três carros alegóricos e englobando à volta de 50 figurantes. Muitos dos bonecos serão reciclados e reconfigurados, numa lógica de ecologia, de poupança e de exaltação do espírito criativo e de clara aposta em figuras conhecidas das nossas crianças.
Não posso deixar de referir a marcha oficial, por ser um projeto dentro do grande projeto que são as FDP, e por ser, claro está, um dos símbolos maiores da temática e da animação das próprias festas.
Quanto à animação musical, teremos como novidade o surgimento de um quarto palco. Portanto, ao da Praça Francisco Ornelas da Câmara (mais ligados às tradições - ex. fado, cantorias, folclore, filarmónicas, etc.), ao da Marina (consagrado a artistas locais) e ao da “Tenda” (como nomes de peso como a Mariza, a Bárbara Tinoco e os Quinta do Bill), juntar-se-á um quarto palco, na Zona Verde, a albergar música popular. Esse palco animará as tasquinhas que, este ano (outra novidade), estarão concentradas nessa zona da cidade.
Jornal da Praia– A quando da apresentação aos OCS da edição deste ano, referiu “que a Cidade se encha de cor e alegria nestes dias, retomando a alegria e os bons momentos vividos na Praia da Vitória. A aposta passa por renovar e reforçar a imagem da Cidade, enaltecendo os seus pontos fortes e criando, assim, uma dinâmica diferente junto de quem marca presença na Praia da Vitória durante a época festiva”. Como está conciliado o programa festivo deste ano para a divulgação da cidade e do concelho da Praia da Vitória?
Vasco Lima - A marca “Festas da Praia” ou simplesmente “FDP” é, por si só, já um dístico propagandístico da cidade e do concelho. Depois, temos a plena noção de que as festas decorrem no período do ano em que a ilha mais turistas recebe - em especial emigrantes, recebe. Por fim, há um trabalho de bastidores bastante significativo ao nível do envolvimento dos empresários locais com vista a que, nesses dias, possam exponenciar a sua oferta de bens e de serviços.
Ora, da conjugação dessas três premissas resulta a lógica de que as festas são um momento de excelência para promoção dos nossos produtos, deste o comércio tradicional ao artesanato local, da restauração às empresas promotoras das mais variadas atividades turísticas, com natural impacto na divulgação das nossas paisagens (ex. trekking, caminhadas, fotografia, etc.), na prática desportiva (ex. surf, canyoning, mergulho, pesca submarina, futebol e vólei de praia, etc.), na valorização histórica e cultural (ex. museus, folclore, touradas, etc.) do que é nosso, na aproximação entre pessoas e, claro, tudo isto não só promove a cidade, mas todas as freguesias e gera, por todo o concelho, dinamismo social e, com ele, economia e desenvolvimento.
No fundo, as Festas da Praia são o principal momento do ano para convergência de sinergias rumo ao aproveitamento dos recursos endógenos com vista ao desenvolvimento e à promoção da nossa terra. ganha a Praia e, sobretudo, ganham os praienses.
Jornal da Praia– Qual a mensagem que deixa a quem quer visitar a Praia da Vitória nestes dias?
Vasco Lima - A mensagem é quase um desejo transmutado em apelo. Que seja um regresso em grande das festas da praia! Em grande porque gostaria que despertasse nas pessoas a curiosidade face ao tema. Que gerasse um impulso no sentido de as levar a pesquisar e a conhecer mais sobre cada uma daquelas maravilhas e civilizações.
Mais, que a ideia de “maravilhas da humanidade” possa funcionar como despertador de consciências para a necessária e urgente “unidade do mundo”, ou seja, para a necessidade de união, de agregação, de pacificação, enfim, de harmonia e de encontro à volta de valores universais e invioláveis. Tudo isto num tempo em que impera a violência, o egoísmo, a maldade e a descrença no ser humano e na sua capacidade de se maravilhar consigo próprio.
Que seja arte a despertar-nos para a nossa condição humana!
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Jornal da Praia (JP) - Fale-nos um pouco sobre o Best Of Health Club e o porquê da Vila das Lajes para instalar o segundo ginásio no concelho da Praia da Vitória e o quinto da empresa?
Miguel Bettencourt (MB) - Enquanto empresa dedicada à área do fitness , disponibilizando áreas como nutrição, suplementação, outras fisioterapia ou osteopatia, a vinda para as Lajes assentadas na lógica de “cadeia de ginásios” que temos uma implementação. Ou seja, cada um dos nossos clientes pode ser saudável em todos os nossos espaços isso acontece já em Angra do Heroísmo nos três ginásios. Na Praia da Vitória já possuía um ginásio, precisávamos de um segundo ginásio para continuar o conceito de cadeia de ginásios.Fazia todo o sentido um local nesta França geográfica geográfica geográfica geográfica entre Juncal, Vila Nova… sendo as Lajes, uma vila com grande densidade populacional e uma zona de passagem do norte da que desloca pessoas para trabalhar na ilha da Praia da Vitória, sentido instalar uma segunda unidade então aqui nas Lajes. Estes dois motivos:
Enquanto empresa, enquanto marca e para explicar o nosso conceito de cadeia, aqui pouco aprendemos com nós retalhistas, ou que ensina-nos esta lição de que pessoas de proximidade e comunidade para as pessoas de proximidade e comunidade. Idealmente teria um Best Of em cada esquina para as pessoas fazerem em atividade física.
JP - O que levou à criação do Best Of?
MB - A marca tem quase 11 anos. Faz 11 anos no final deste ano.
Nasceu, sobretudo, por uma necessidade. Trabalhávamos para uma outra marca. Ficámos desempregados de um dia para o outro, eu, a Margarida Oliveira e José Moules. Precisávamos de encontrar uma solução e solução foi criar a nossa própria empresa. Criamos o primeiro ginásio no então Hotel de Angra, agora Angra Garden Hotel. Somos perfeitos para o início do projeto Mougar e executados por Margarida e Miguel Betten nosso percurso.
JP - Além do fitness , o Best Of disponibiliza outros serviços, quais?
MB - A área do fitness por base e o que as pessoas conhecem tem haver com a sala de cardio fitness musculação e a sala de exercícios. Depois, dentro da prescrição do exercício físico, uma prática que fazemos a quem quer praticar atividade física, quer seja na musculação, quer seja em aula de grupo, é sempre prescrição de exercício.
Também, disponibilizamos um serviço focalizado em exercício de treino personalizado. Estamos muito focalizados neste tipo de serviço personalizado ou personal trainer (PT) muito solicitado pelos nossos clientes. Durante muito tempo o PT era encarado como um luxo, atualmente é uma necessidade! É um serviço de valor acrescentado feito à medida de cada um. O cliente tem o seu personal trainer, que devido às suas capacidades técnicas, orienta-o tecnicamente e aconselha ao longo das suas etapas, alcançando assim melhores resultados e objetivos mais rápidos e eficazes.
Já agora o nosso lema tem vindo a mudar ao longo dos anos. Somos cada vez mais uma empresa que promove “Felicidade nas outras pessoas”!
JP - Atualmente, quem procura o fitness? Alguns anos atrás as pessoas “faziam ginásio” sobretudo por questões estéticas, musculação…
MB - Vou dizer isto de forma mais franca e honesta que consigo dizer. Nós vendemos uma coisa muito chata que ninguém gosta. Ninguém gosta de dor e sofrimento e no fitness vendemos dor e sofrimento.
A verdade há aqui dois grandes grupos de pessoas que, independentemente do género, procuram a atividade física. Quem o procura para melhoria estética e da sua autoestima e as pessoas que hoje em dia já encaram a prática da atividade física regular e que costumamos referir uma alteração do padrão de atividade física de forma a que promovam a sua qualidade de vida, a sua saúde e o seu bem-estar.
São dois os padrões que procuramos melhorar: com a equipa de fitness melhorar o padrão de exercício físico, de atividade física das pessoas e com a equipa de nutrição melhor o padrão e os hábitos de alimentação.
JP - Em termos de motivação, como encaram as pessoas as aulas de grupo?
MB - A aula de grupo, o training global, permite duas, três grandes componentes de diferenciação: socialização com os pares, a parte motivacional promovida pelo instrutor e as aulas por objetivos.
As aulas podem ser cardio fitness com perda direta de calorias, aulas de resistência muscular ou de força, as aulas holísticas ou mais zen como o Pilates ou o Yoga ou as aulas fan, aulas mais dançáveis. Cardio, fan, força ou holísticas, estes são os três grandes grupos de aulas que promovemos
Além das aulas interiores, tentamos também levar as pessoas para fora dos nossos espaços. Proporcionamos aulas running. Aos domingos temos aulas trail running. Nem toda a gente gosta de estar fechado e proporcionamos também esta vertente.
JP - Como se posiciona a empresa Best Of no mercado do fitness na ilha Terceira?
MB - Na ilha já existem 10 ginásios. Temos uma posição de cadeia no mercado. Trabalhamos e preocupamos imenso com a qualidade do serviço que prestamos aos nossos clientes. Obviamente que queremos ganhar quota de mercado, queremos ganhar franja de mercado, queremos ganhar taxa de moderação. Mas, aqui, a nossa grande motivação passa diretamente por aquilo que já referi ao longo desta entrevista é, tornar as pessoas que estão connosco mais felizes, mais capazes, com um bom hábito de prática de exercício físico, com bons hábitos alimentares, pessoas mais ativas, mais saudáveis, sobretudo com mais saúde!
JP - Em termos de funcionamento, os ginásios estão ligados em plataforma nacional? Como interagem entre si nos Açores?
MB - Em Portugal existe a associação Portugal Ativo, antiga AGAP, Associação de Ginásios e Academias de Portugal e essa associação no pré-Covid tínhamos a plataforma regional da qual sou um dos responsáveis. Durante o Covid juntamos os clubes (ginásios) açorianos, fomos conversando…
Neste momento estamos a desenvolver atividades aqui para a ilha Terceira, embora generalizadas para todos os Açores, mas vou falar só sobre a ilha Terceira, porque há um colega, o Miguel Soares que representa as ilha São Miguel e Santa Maria, há um colega que representa as “Ilhas do Triângulo”, o André Fernandes e tentamos junto dos clubes duas coisas importantes: dinamizar atividades que possamos estar com a comunidade e para oferecer mais e melhores serviços à comunidade e uma segunda tem haver com o serviço, com o negócio em si, licenças de funcionamento, de utilização da parte mais legal em que nós tentamos colaborar, nós plataforma regional tentamos colaborar com a Direção Regional do Desporto, neste caso com o Governo Regional, e com os clubes para que todos nós possamos trabalhar todos no mesmo sentido e conseguir beneficiar todos. Neste momento o foco é trabalharmos mais e melhor para que o produto que entregamos sob a forma de um serviço aos nossos clientes seja o melhor. Pois obviamente que cada marca, cada empresa entrega à sua maneira, mas queremos que a parte legal seja uniforme para todos nós.
JP - O que aconselha a quem queira iniciar-se na prática do fitness?
MB - Então, tenho um amigo meu fisioterapeuta que dizia uma coisa muito engraçada: “É mexa-se! Não importa, faça qualquer coisa!”.
Na área do fitness, após a inscrição, o primeiro ponto de contacto é sempre feito com um couch, é feita uma avaliação inicial, orientação inicial. Nessa orientação inicial, mais técnica, são retiradas medidas antropometrias. Segue-se, em função dos objetivos pessoais a “negociação” no bom sentido, de um plano de treino adequado a cada um. Num ginásio o primeiro plano de treino devia ser o hábito, ou seja, o hábito de as pessoas virem até ao ginásio.
O concelho que dou para quem quer fazer fitness é chegar a casa fachada o saco de desporto, meta-o no carro. No outro dia procure o ginásio faça a aula, volte para casa e sua certeza... certamente irá contribuir para a sua saúde e autoestima.
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No passado dia 19 de Maio do corrente ano teve lugar no Palácio de Mafra, monumento nacional, a celebração a nível nacional do Dia do Advogado, presidindo à cerimónia o Senhor Bastonário da respectiva Ordem, Professor Luís Meneses Leitão. Para além dum magnífico concerto de carrilhão executado pelo carrilhonista Abel Chaves, tirando partido dos afamados sinos do Palácio, foi celebrada Missa Solene lembrando quer os já falecidos quer os que ainda estão presentes, presidindo à Eucaristia o Senhor Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente. Na
Igreja, em pedestal destacado, esteve uma Imagem do Padroeiro dos Advogados, Santo Ivo de Tréguier, ele próprio distinto Jurista.
De seguida teve lugar a Sessão Solene na histórica e maravilhosa Biblioteca do Palácio, onde foram atribuídas medalhas aos Advogados com cinquenta e mais anos de inscrição, e uma medalha de ouro ao antigo Bastonário Dr José Miguel Júdice. Também foram distinguidos com a Medalha de Honra aqueles Advogados que se destacaram no exercício da profissão, nomeadamente pela dignidade com que o fizeram ao longo da sua vida profissional, granjeando o respeito dos colegas e até da comunidade.
Pela primeira vez na história da advocacia uma dessas Medalhas de Honra foi atribuída a uma Ilustre Advogada Açoreana e Praiense, Drª Paulina Jacinta Paim de Lima Oliveira, de resto a primeira mulher terceirense a exercer advocacia nesta Ilha. Tal distinção honra a própria, naturalmente, a sua família, mas também os colegas, a advocacia açoreana, e, em particular, este concelho de Praia da Vitória de cuja freguesia de Vila Nova é natural.
Isso bastaria para que Jornal de Praia se orgulhasse do facto, mas acresce que a Ilustre Advogada foi já Directora deste quinzenário, pelo que apresentamos os nossos cumprimentos e felicitações à homenageada e familiares.
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A Açoreana, que iniciou a sua atividade em 1892, é hoje a marca da Generali Seguros nos Açores e é líder neste mercado.
Jornal da Praia nesta edição entrevista Carlos Bettencourt, Diretor Comercial Ilhas da Açoreana.
Jornal da Praia (JP) - O que representam estes 130 anos a “segurar” os açorianos?
Carlos Bettencourt (CB) - A Açoreana, que iniciou a sua atividade em 1892, é hoje a marca da Generali Seguros nos Açores e é líder neste mercado.
Estamos há 130 anos presente na vida dos açorianos e em toda a sua comunidade, protegendo o seu dia a dia, os seus bens e os seus negócios.
Ao longo destes anos a nossa estratégia foi clara, com uma resposta eficaz, próxima, diferenciada e competente face às necessidades dos açorianos. Estamos presentes em todas as ilhas e é esta proximidade que nos diferencia e qualifica. Estes 130 anos representam uma enorme responsabilidade a par de uma grande satisfação.
JP - Que projetos tem a Açoreana para os Açores?
CB - Queremos continuar a ser a preferência dos nossos clientes e parceiros. Vamos continuar a apostar nas soluções de seguros diferenciadoras e inovadoras, na sua simplicidade e comunicação, cada vez mais adequadas às exigências dos açorianos.
Queremos continuar a responder com eficácia e rapidez nos momentos em que fazemos a diferença, do sinistro e na sua prevenção, para sermos o parceiro para a vida dos nossos clientes.
JP - Como é que surge a tournée “Tour Açores no Coração” em parceria com a artista Cuca Roseta, para celebrar os 130 anos?
CB - Em ano de celebração, a Açoreana associa-se à Tour “Açores no Coração” de Cuca Roseta, que se vai realizar nos meses de maio e junho, por ser um projeto abrangente e muito importante para a marca nas diferentes vertentes - cultural, social e regional – e também uma iniciativa muito relevante para toda a comunidade.
Com esta parceria vamos fazer chegar a música a todas as ilhas do arquipélago, um percurso único de reconhecimento e gratidão, aliada a qualidade de uma intérprete magnífica.
Cuca Roseta em digressão solidária pelos Açores com o apoio da Açoreana
Em ano de celebração, a Açoreana associa-se à Tour “Açores no Coração” de Cuca Roseta, que se vai realizar nos próximos meses de maio e junho. Esta vai ser uma digressão que irá passar pelas nove ilhas do arquipélago. Um projeto especial da artista que arranca a 20 de Maio em São Jorge e termina a 10 de Junho, dia de Portugal, em Ponta Delgada.
Em declarações a que Jornal da Praia teve acesso, a artista Cuca Roseta refere que "Esta digressão é um projeto que queria realizar há muito tempo, pela paixão e ligação que tenho com os Açores e os açorianos e que só agora se tornou possível graças ao apoio da Açoreana. Poder levar a minha música a todas as ilhas dos Açores, nomeadamente a populações que não têm tanto acesso a espetáculos culturais, poder tocar com artistas da região e apoiar instituições sociais locais, tornam este projeto numa iniciativa de que me orgulho imenso. Mais do que nunca, é importante evidenciar e mostrar a todos as maravilhas deste arquipélago, as suas pessoas e a sua tradição.”.
No que diz respeito à ilha Terceira, o concerto acontece no dia 25 de Maio, no Auditório do Ramo Grande e conta com o apoio da Câmara Municipal da Praia da Vitória e da Cooperativa Praia Cultural.
O bilhete tem um custo de 10 euros e podem ser adquiridos através do ticket line em https://ticketline.sapo.pt/salas/sala/1683 Auditório do Ramo Grande Açores.
Saber mais
Mais informações sobre a Açoreana em https://www.tranquilidade.pt/tranquilidade/landing-acn
Mais informações sobre a tournée “Açores no Coração” em www.facebook.com/cucarosetafado
Concerto no Auditório do Ramo Grande aquisição de bilhetes online em https://ticketline.sapo.pt/evento/cuca-roseta-tour-acores-no-coracao-63656
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SEBASTIÃO LIMA / JP - É voz corrente de que os jornais em papel têm os dias contados, devido à revolução digital. Qual a opinião do Senhor Presidente da Assembleia Legislativa Regional sobre este problema?
LUÍS GARCIA / ALRAA – A revolução digital é um desafio não só para os jornais, mas para todos nós, cidadãos, instituições e empresas. Temos todos, incluindo os jornais, de nos preparar e enfrentar este desafio, com inovação, criatividade e formação.
Tão ou mais importante que a “revolução digital”, é um outro desafio que os jornais e os meios de comunicação social em geral enfrentam, que é o de serem fontes credíveis de informação. Este é sempre, para mim, o principal desafio dos órgãos de comunicação social: informarem com rigor, profissionalismo e isenção. Aqueles que seguirem este caminho, creio que mais facilmente terão futuro.
SEBASTIÃO LIMA / JP - Os jornais regionais e locais na forma tradicional, atravessam uma crise sem precedentes, que medidas se devem tomar para que esta situação seja ultrapassada?
LUÍS GARCIA / ALRAA – A comunicação social livre, imparcial e credível constitui um pilar de qualquer regime democrático. Por isso, assegurar e reforçar este pilar é um desígnio de todos nós. A imprensa presta, em muitos casos, um verdadeiro serviço público. Neste contexto, entendo e aceito que, em determinadas condições e localidades, os jornais regionais e locais possam ser apoiados pelos órgãos governamentais, a diversos níveis, sempre baseado num quadro legal com regras e critérios objetivos e transparentes. Isto torna-se especialmente evidente, e necessário, em tempos difíceis como aqueles que vivemos, em que as receitas obtidas, por exemplo, com a publicidade diminuem. Contudo, os jornais regionais e locais (e outros meios de comunicação social) não podem ficar sentados nas redações à espera dos apoios públicos. Têm de procurar ser inovadores, criativos, divulgar informação atualizada, de proximidade e até diferente.
SEBASTIÃO LIMA / JP - Que futuro perspectiva para os jornais locais em papel?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Na minha perspetiva, o futuro dos jornais locais passa por disponibilizarem uma informação diferente e de proximidade. A pior sensação que tenho às vezes quando pego num jornal local para ler é a de que não tem notícias novas, nem diferentes daquelas que já li em outros meios de comunicação.
Neste mundo global, em que a informação – boa e má – circula a uma velocidade estonteante, os jornais locais têm de se reinventar, descobrir novas estratégicas de fidelizarem e conquistarem novos leitores.
Existem muitos acontecimentos nas nossas comunidades locais que não são noticiados e deviam sê-lo. Essa deve ser, na minha perspetiva, a missão dos nossos jornais locais: divulgar, informar e também ajudar a registar os acontecimentos e as vivências das nossas comunidades. Esta simbiose entre os jornais locais e as respetivas comunidades é uma das receitas para o futuro daqueles.
SEBASTIÃO LIMA / JP - Esta crise implica repensar novas políticas sociais e económicas para os jornais locais?
LUÍS GARCIA / ALRAA – As crises constituem sempre momentos para refletirmos e, muitas vezes, obrigam-nos a mudar os rumos. É bom que aprendamos, nos mais diversos níveis, com a crise complexa que vivemos, que façamos as alterações que se impõem e saibamos aproveitar as oportunidades que também surgem nestes momentos. Como os jornais locais não são imunes a esta crise, terão eles próprios de repensar a sua atuação e, em articulação com os poderes públicos, refletir e definir um adequado quadro legal de apoio aos mesmos, comprometendo-os e ajudando-os a modernizarem-se, e a criarem melhores condições para exercerem a sua missão.
SEBASTIÃO LIMA / JP – O jornal da Praia tem sido um acérrimo defensor da autonomia política e administrativa da Região Autónoma dos Açores, que se quer progressiva e irreversível. Qual deve ser o limite de uma verdadeira autonomia política e administrativa para a nossa região?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Aproveito para felicitar o Jornal da Praia pelo seu 40º aniversário, reconhecendo o seu percurso e o seu contributo para o nosso desenvolvimento e para a defesa da Autonomia.
Os meios de comunicação social tiveram, e têm, um papel insubstituível na promoção, pedagogia e defesa da Autonomia Regional. São, sem dúvida, um pilar da nossa Autonomia, que está a celebrar 45 anos, e conto com todos eles para continuarmos este caminho de constante e progressivo aprofundamento da Autonomia, que nunca está acabado.
O percurso feito ao longo destes 45 anos em Autonomia deve orgulhar-nos, mas também devemos ter a humildade, a capacidade de reconhecer e corrigir o que de menos bem ou até mal aconteceu.
Não há dúvidas que a Autonomia, quando bem compreendida e implementada pelos diversos atores políticos, sociais e económicos, é a melhor resposta para o desenvolvimento integral da nossa Região.
Defendo, por isso, um constante aperfeiçoamento da Autonomia, que se deve concretizar em três níveis: a conquista de novas competências, a clarificação e aprofundamento de outras, e a melhor utilização de algumas que já temos, sobretudo, em alguns domínios que claramente ainda não atingimos aquilo que seria desejável.
SEBASTIÃO LIMA / JP – Pode haver democracia, liberdade, e autonomia sem pão?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Pode, mas não serão plenas. Tenho afirmado repetidas vezes que não há Autonomia plena se os seus sujeitos não forem eles próprios autónomos. Constitui um desígnio dos regimes democráticos e autonómicos criar condições para dotar as pessoas das condições necessárias, para que possam exercer na plenitude a democracia, a liberdade e a autonomia.
Cuidar, defender e cultivar a democracia, a liberdade e a autonomia tem de ser uma tarefa diária de todos, e os tempos presentes, infelizmente, ensinam-nos que nunca as devemos dar por garantidas.
SEBASTIÃO LIMA / JP – É dado adquirido que a nossa Região Autónoma lidera taxas nacionais de pobreza, abandono escolar e analfabetismo, etc. O que deverá ser feito para sairmos deste triste quadro?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Aqui estão alguns domínios em que as políticas implementadas em Autonomia ainda não foram suficientes para atingirmos indicadores satisfatórios. Temos de assumir essas falhas de frente e procurar as melhores soluções para as colmatar. Os novos fundos que vamos receber da União Europeia constituem uma oportunidade que não podemos perder.
Não tenho dúvidas que o sucesso destes combates é determinante para o sucesso da própria Autonomia. Os combates a estes insucessos estão intimamente ligados. Acredito que é através da educação e da formação, adequadas e contextualizadas, que poderemos fornecer às pessoas as ferramentas necessárias para quebrar o ciclo da pobreza, que insiste em perpetuar-se de geração em geração em algumas comunidades.
Temos, pois, que educar, formar e qualificar, e depois conseguir um desenvolvimento económico capaz de valorizar as pessoas e atribuir-lhes um rendimento adequado.
SEBASTIÃO LIMA / JP – As consequências da invasão da Rússia à Ucrânia estão à vista e muitas ainda são imprevisíveis. Qual a repercussão que terão no país em geral, e na nossa região em particular?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Costumamos dizer que uma desgraça nunca vem só, e este provérbio aplica-se ao momento que atravessamos. À pandemia e suas consequências, muito gravosas, somam-se agora as da guerra na Ucrânia, que condenamos, expressando aqui também a nossa solidariedade para com o seu povo.
Esta guerra está a ter um impacto muito forte na economia mundial e afeta sobremaneira uma região pequena e ultraperiférica como a nossa, muito dependente do exterior.
O aumento da inflação, das taxas de juro e a escalada de aumento de preços estão aí, desde a energia aos combustíveis, passando pelos cereais. Isto deve-nos obrigar a refletir e a redefinir estratégias. Desde logo, em dois domínios: a necessidade de aumentarmos a nossa independência energética e a nossa soberania alimentar.
SEBASTIÃO LIMA / JP – Porque é que V. Ex.ª, enveredou por uma carreira política?
LUÍS GARCIA / ALRAA – Não encaro a política como uma carreira, mas sim como uma missão e um serviço que se presta à nossa comunidade, enquanto somos úteis. Quando terminamos esse serviço e essa responsabilidade, devemos regressar à nossa vida profissional.
SEBASTIÃO LIMA / JP – O Parlamento Regional é um sítio “em que gosta de estar?"
LUÍS GARCIA / ALRAA – Estar no Parlamento Regional, naquele que é o primeiro órgão da nossa Autonomia, é uma honra e uma responsabilidade, por se estar em representação do Povo Açoriano. Quando se é escolhido pelas senhoras e senhores Deputados eleitos para presidir à Assembleia, essa honra e essa responsabilidade tornam-se ainda maiores. É precisamente por isso que procuro todos os dias, no exercício desta missão, dignificar, prestigiar e aproximar o nosso Parlamento dos cidadãos e das nossas instituições, para que todos se sintam verdadeiramente representados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Entrevista: Sebastião Lima /Jornal da Praia
Foto: ALRAA





